segunda-feira, 10 de maio de 2010

LULA NO "EL PAÍS".


Lembrei-me da reflexão de Sancho Pança antes de se tornar governante da ilha Barataria [no clássico “Dom Quixote de La Mancha”, de Cervantes]: 

“vistam-me como quiserem, pois qualquer que seja a roupa que ponham em mim, serei sempre o mesmo Sancho Pança!”.

 Porque o hábito não faz o monge, e Lula é Lula não importa o que esteja vestindo. 

“Disseram que eu teria de ir de fraque ao jantar no palácio com o rei da Espanha, mandei dizer a Juan Carlos que eu não usava isso, e muitos me criticaram aqui no Brasil, ‘que falta de elegância, de capacidade para exercer a presidência!’, até que o rei ligou e disse ‘venha como quiser’, fui de terno e gravata, porque não quero ser visto como um estranho pelo povo. O que acontece é que a liturgia do poder está toda preparada para nos distanciar do povo. Quando você é candidato, vai para todo lugar de camisa, cumprimentando as pessoas, mas uma vez que chega à presidência o colocam num carro blindado e você nunca mais vê o rosto dos cidadãos.”

tijolaço.com

pdtangra12@hotmail.com

Nenhum comentário: