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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

JOGANDO PRA GALERA.


É no mínimo um paradoxo do prefeito Tuca Jordão quando diz: "Para que um país seja justo e mais igualitário, tem que haver divisão de riquezas. E por isso, quando estive em Brasília nesta semana, como vice-presidente da Associação Estadual de Municípios do Rio de Janeiro (Aemerj), pude participar, com mais 40 prefeitos do estado, deputados federais e alguns senadores, da luta para que o nosso estado não perca sua parte nessa divisão".

Quando abocanhamos nacos maiores de um bolo, como poderemos dividí-lo com justiça e de forma igualitária, se não abrirmos mão de nossos excessos?

Todas as cidades que recebem royalties de petróleo no estado do Rio, não foram capazes de transformarem esta receita polpuda em avanços sustentáveis para sua população. Conforme já postamos, foi tudo para o ralo, em obras desnecessárias, superfaturadas, sem planejamento e sem sustentabilidade.

A saúde continua um caos, a educação apresenta índices aquém do possível frente à receita, e assim por diante, portanto, uma nova discussão precisa se dar, e está se dando mas, não poderemos estar criando "sheiks" regionais. Assim talvez, consigamos a construção de um país mais justo e igualitário. Ofertando pelo menos educação de qualidade a nossos jovens, ou não é?

Poderíamos em Angra, começar com a Educação Digital online, por que não?
pdtangra12@hotmail.com

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

DO PRÉ SAL PARA A ESCOLA E O MEIO AMBIENTE.

blog do cristovan
Enquanto o presidente Lula e os governadores discutem como serão distribuídos os recursos dos royalties para a exploração do petróleo do pré-sal, Cristovam Buarque entra no debate para defender a educação e o meio-ambiente. O senador tem dois projetos que estabelecem critérios para a utilização dos recursos do petróleo. O primeiro projeto determina que todos os valores recolhidos por Estados e municípios a título de royalty pela exploração de petróleo devem ser aplicados, exclusivamente, em ações e programas públicos de educação de base e de ciência e tecnologia. O segundo projeto determina o pagamento de uma parcela adicional de royalty que as empresas exploradoras de petróleo deverão pagar para financiar a conservação da floresta amazônica. É o que Cristovam chama de "royalty verde: um preço que o consumidor de hoje pagará às gerações do futuro pela exploração da riqueza mineral brasileira. Para Cristovam, o Brasil precisa ter uma estratégia bem feita para não acabar desperdiçando toda essa riqueza que virá com a exploração do pré-sal. Como disse Cristovam hoje em seu Twitter, "tratado com leviandade, o pré-sal pode ser pré-catástrofe".

PRÉ SAL: OSMAR DIAS SE ENCONTRA COM LULA. O PETRÓLEO É DO POVO BRASILEIRO E NÃO DE ALGUNS ESTADOS PRAIANOS.



Fabio Campana 
Nesta segunda-feira, 31, o senador Osmar Dias (líder do PDT no Senado) estará com o Presidente Lula em reunião do Conselho Político que tem como pauta a divisão dos royalties da exploração do petróleo no Pré-Sal. Osmar defende que os recursos sejam divididos entre todos os estados e não fiquem somente nas mãos dos estados produtores. “Não é justo que só os estados produtores de petróleo fiquem com os royalties. Se partirmos deste princípio o Paraná deveria receber contrapartida de 25% de todo alimento que produz para o Brasil e com os royalties da produção energética de Itaipu já que destes nem o ICMS recebe”, afirma Osmar.
pdtangra12@hotmail.com

domingo, 30 de agosto de 2009

A BRAVATA DE CABRAL E O ENTREGUISMO!!

do tijolaço.com
Ontem eu comentei (aqui e aqui ) que era preciso tomar muito cuidado com o que poderia haver por detrás desta “onda” regionalista em torno dos - repetindo mais uma vez, justos, justíssimos - royalties do pré-sal. E hoje, a atitude de confronto assumida pelo Governador Sérgio Cabral, dizendo que é “uma bravata nacionalista” o projeto que muda as regras - regras criminosas, criadas por FHC - de exploração do petróleo brasileiro, mostra que há mesmo muita coisa debaixo desta história.

Não me recordo de Sérgio Cabral Filho, na época membro do partido de Fernando Henrique, ter chamado de entreguista a decisão de quebrar o monopólio da União e permitir que as multinacionais se adonassem de parte do nosso petróleo.
Será que o Governador ameaçaria boicotar alguma coisa se não houvesse mudança de regras e ficasse tudo como estava. Basta que o Rio receba uma parcela e dane-se 0 Brasil? O que nós recebemos já vai aumentar muito com os novos campos. O Rio recebeu em 2008, mais de R$ 6 bilhões pelo petróleo. Com o pré-sal, mesmo que se extinguissem totalmente as participações especiais, seriam no mínimo mais R$ 7 bilhões por ano.
Queremos o dinheiro dos royalties, Governador Cabral, mas não às custas do Brasil. Nós não somos elitistas e mesquinhos ao ponto de desejar regras que só concentrem mais a riqueza - e nem é o Rio, mas São Paulo que terá mais com as regras atuais - e não distribuam a fortuna que virá do pré-sal de maneira socialmente justa.
O Rio de Janeiro, nos governos Marcello Alencar, Rosinha e Anthony Garotinho, os quais o senhor integrou, teve dinheiro dos royalties, mas não conseguiu dar um centavo de aumento aos professores, por exemplo.

O que podemos e devemos é lutar para o dinheiro extra que virá do pré-sal fique todo aqui. Mas com as pessoas, que precisam dele para terem um ensino de qualidade, com o desenvolvimento de tecnologia que nos dê capacidade e autonomia, com a defesa dos nossos idosos, com a boa idéia de destinar parte do bolo da União para sanear a previdência.

Se houver boa-fé na grita regionalista pelos royalties, vamos criar fórmulas para garantir cotas privilegiadas para os estados produtores nos fundos sociais a serem estabelecidos com o dinheiro do pré-sal. Mas não atirar recursos que o próprio Governador quantifica como equivalentes a “uma nova CPMF” num caixa livre, para que aconteça com eles o mesmo que aconteceu com o dinheiro daquela CPMF que era para a assistência médica da população e só cuidou mesmo da saúde dos banqueiros que a comeram com os juros altos.

O presidente da República, está certíssimo em anunciar que o dinheiro do petróleo vai ser destinado à educação, ao desenvolvimento científico e tecnológico e, talvez, ao financiamento da seguridade social. Poderemos, acredito, reverter também parte disso para projetos de infra-estutura. Quem sabe, com este excedente de petróleo, devamos investir em novas refinarias justamente nos estados produtores, próximos aos campos de extração? E devemos investi-lo, ainda, na criação de fontes de energia renováveis - biomassa, eólica e outras - que tornem o nosso desenvolvimento sustentável para além da duração do petróleo.
Governador, o senhor representa o povo mais imbuído de sentimento nacional deste país. Não faça bravatas regionalistas que representem o risco de manter o entreguismo do nosso petróleo. Eu quero acreditar que o senhor pode estar sinceramente defendendo os interesses dos Estados e não reforçando os apetites dos prefeitos do interior que estão de olho nesta nova maré de royalties. Até porque, se tudo fosse uma questão local, todo dinheiro deveria ir para os municípios e não, como hoje, ficar a maioria dele no Tesouro Estadual.

O Rio precisa se defender, sim, mas essa defesa passa pela educação integral, pela justiça social, pela dinamização da nossa economia e do emprego com a Petrobras e a indústria e os serviços associados (refinarias, estaleiros, empresas de recursos humanos e atividade técnico-gerenciais).
Dinheiro no cofre tem de ser bom para o povo, não para os governantes.


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

PETROBRÁS: NOVAS DESCOBERTAS. SEIS MUNICÍPIOS SERÃO BENEFICIADOS.

Por Nicola Pamplona, Agencia Estado, Atualizado: 21/8/2009 14:10
A nova descoberta de petróleo na Bacia de Campos, anunciada ontem pela Petrobras, vai gerar royalties para seis municípios: Campos, Quissamã, Búzios, Cabo Frio, Arraial do Cabo e Rio de Janeiro. A informação é do Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro (DRM-RJ) e considera o modelo atual de distribuição dos royalties. Esse modelo, segundo o governo, não será alterado para os contratos atuais.

A descoberta, batizada provisoriamente de Aruanã, está a 120 quilômetros da costa do Rio, próxima à região produtora da Bacia de Campos, hoje responsável por cerca de 80% do petróleo extraído no Brasil. O DRM-RJ considerou os limites marítimos de cada município, conforme o sistema de distribuição modelado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além dos municípios, o governo estadual e a União receberão royalties do campo, quando ele entrar em operação.

Em nota distribuída ontem, a Petrobras informou que as reservas, calculadas em 280 milhões de barris, devem ser desenvolvidas em curto espaço de tempo, devido à existência de infraestrutura petrolífera na região. Não há ainda, no entanto, detalhes sobre o projeto, que será apresentado à Agência Nacional do Petróleo (ANP). Juntos, os municípios que serão beneficiados receberam, até julho deste ano, R$ 334,4 milhões em royalties do petróleo. A conta não considera as participações especiais pagas sobre campos de grande produtividade.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

ALERTA ANGRA: PROPOSTA DE MUDANÇAS NOS ROYALTIES!


Já a algum tempo vem tramitando no Congresso propostas de mudanças nos royalties do petróleo. A bancada do PDT está atenta para a questão. O deputado Miro Teixeira e Brizola Neto têem se destacado no tema.
No O Globo de hoje o deputado Miro Teixeira alerta para duas questões importantes na fixação das novas regras do Pré Sal, para o estado do Rio de Janeiro. A primeira gira em torno da criação de uma nova estatal para administrar esta nova riqueza. A segunda versa sobre as possibilidades de mudanças nas regras de distribuição dos royalties.
As cidades do litoral norte paulista já a algum tempo vêem se mexendo na construção de uma estrutura fortalecida para o embate. Nesta questão devemos chamar a atenção de nossa querida Angra dos Reis. É preciso que tenhamos maior poder de articulação e acompanhamento destas questões para que não sejamos surpreendidos com uma queda de arrecadação.
Claro que as decisões passarão por esferas acima de nosso município, mas nossa participação, no humilde entendimento deste blog, deve se dar a partir do início. O que já nos faz atrasados.
Recomendamos AQUI , a leitura do artigo do deputado federal Miro Teixeira no O Globo. Destacamos também a leitura do site Porto Gente, AQUI , nos artigos sobre MARCO REGULATÓRIO e DIFERENTES MODELOS DE EXPLORAÇÃO.
Se assim não fizermos corremos o risco de ter que por o boi para voar!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O QUE TEMOS DE VERDADE?


A Petrobrás ontem, 01/07, informou que na terça começou a refinar a primeira carga de óleo extraida dos campos do Pré-Sal, na verdade do campo de Tupi, o primeiro a produzir óleo. A estatal, com 63% de ações em mãos de grupos estrangeiros, explica que a partir das análises que serão feitas , se determinará a qualidade e o rendimento dos derivados produzidos. A partir daí teremos condições de avaliarmos o potencial da bacia de Santos, mais especificamente do Pré-Sal.

O novo marco regulatório é imprescindível para que possamos estar dispondo dessa riqueza de forma racional e justa perante a sociedade brasileira. As riquezas advindas precisam, necessariamente, serem mensuradas em primeiro lugar e, aí sim, definida a forma de exploração dos blocos.

Não devemos perder o senso de que esta exploração precisa trazer ao país, eu disse ao país, ganhos reais, ou seja, deve ser aplicada em educação e saúde para nossa gente, gerando desenvolvimento sustentado. Não mais podemos aceitar que os royalties do petróleo sirva para fazer calçadas de pedra portuguesa ou outras ainda mais caras, em detrimento do desenvolvimento do povo brasileiro. Conforme se pode constatar em diversas cidades do norte noroeste do estado.

Precisamos nos livrar da ganância e da idéia do lucro fácil, acreditando que os benefícios possíveis se restringem a contra partidas financeiras, que entram nos caixas das prefeituras e trazem benefícios apenas para os que tem acesso direto a esses recursos, ou seja, se esvaem pelos ralos da corrupção. Para constatação, basta que acessemos os índices de desenvolvimento humano registrados nas cidades recebedoras destes recursos, busque também na lista por Angra dos Reis.
Voltaremos ao tema.
pdtangra12@hotmail.com