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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

"PERCO O ÚLTIMO ANO DE MANDATO, MAS SAIO DO PARTIDO!!"

Piero Locatelli Do UOL Notícias Em Brasília
Os louros de Lulla.
Depois de criticar o PT na sessão do Conselho de Ética do Senado em que foram arquivadas as representações contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), e de anunciar que deixará o partido, o senador petista Flávio Arns (PR) recebeu convites para se juntar à legenda dos outros dois senadores do seu Estado: os irmãos Álvaro (PSDB) e Osmar Dias (PDT).


Voto do PT decide arquivamento de denúncias contra José Sarney.

Os dois parlamentares disseram que Arns seria bem-vindo em suas legendas. Álvaro disse que já conversou com o presidente do PSDB, o senador Sérgio Guerra (PE), sobre o assunto. Arns foi secretário de Educação de Álvaro Dias durante seu governo no Paraná, de 1987 a 1990. Os dois foram expulsos do PSDB em 2001, quando votaram a favor da instalação da CPI da Corrupção durante a presidência de Fernando Henrique Cardoso.

Arns declarou que outras legendas já o haviam procurado nos últimos anos: PSB, PPS e PSOL. No entanto, ele diz que não pensou ainda para qual legenda deve ir nem qual cargo deseja disputar."Não pensei em nada ainda, a decisão foi toda tomada hoje a tarde", disse o senador.

Mandato: Arns promete consultar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para se desfiliar do PT sem perder seu mandato. Em 16 de outubro de 2007, o tribunal decidiu que o mandato de ocupantes de cargos majoritários é do partido político e não do político. Arns fará o pedido de saída alegando que a ideologia da legenda não é condizente com as decisões de absolver Sarney.

Para ser candidato a um cargo eletivo em 2010, ele tem de sair do partido até outubro de 2009. Caso o TSE não tenha julgado o caso até lá, ele poderá perder seu mandato se mantiver a decisão de se desfiliar do PT. Arns diz que, mesmo se o caso não tiver sido julgado pela Justiça Eleitoral até lá, sairá do partido. "Estou disposto a perder o último ano do mandato", disse o senador.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

LINDBERG PULA NA GORDURA QUENTE.


Lindberg Farias: Por que três palanques.
Prefeito de Nova Iguaçu
fonte O Dia.

Rio - O Rio de Janeiro será palco decisivo nas eleições de 2010. Aqui, havia os que defendiam um único palanque para Dilma Rousseff. Seria
bom para Sérgio Cabral. Mas seria bom para Dilma? Não.
Teríamos Fernando Gabeira apoiando José Serra com força na capital e Anthony Garotinho, no interior e na região metropolitana, como segundo palanque tucano. E Dilma, imprensada no palanque único de Cabral.

A tese do palanque único começou a ser desmontada com a filiação de Garotinho ao PR. Dilma ganhou o apoio de Garotinho e tirou o palanque de Serra.

A minha pré-candidatura pelo PT é outro
importante reforço para Dilma. Além de mobilizar a militância de esquerda — não vai ser a máquina do PMDB em seus escritórios que agitará as ruas por Dilma —, a nossa candidatura ajudará na disputa com Gabeira pelos votos entre jovens e eleitores que têm na esquerda uma referência.

E isso não atrapalha a aliança com o PMDB? Não é só no Rio de Janeiro que vão existir vários palanques. Na Bahia, o governador é do PT e o PMDB lançou Geddel Vireira Lima. Na relação Cabral-Lula, é o governador quem deve ao presidente, não o contrário. Pedir ao PT para não ter candidato é inaceitável. Significa diminuir nossa bancada de deputados e deixar o governo de Dilma refém do velho PMDB.

Quem entende de eleição, sabe que ter entre 9 e 10% (última
pesquisa do IBPS) a essa altura é fantástico. É uma candidatura que tem tudo para crescer com um discurso popular e de esquerda, como fazia Brizola, no Rio, e faz, hoje, Lula nacionalmente e transformar-se na grande onda das eleições ao governo do Rio em 2010.