terça-feira, 5 de janeiro de 2010

DESCOBRIRAM A PÓLVORA. A RODA SERÁ NA PRÓXIMA SEMANA.


Estado de Angra é assustador.

De O Globo:
O secretário de Saúde e Defesa Civil do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Côrtes, afirmou, em entrevista ao programa "CBN Rio", que é preciso discutir a questão do uso do solo, que é postura municipal. Ele afirmou que o estado de Angra dos Reis é assustador, pois a cidade está com vários locais com sérios riscos de deslizamento.


- "Temos que acabar com o trabalho de maquiagem. Acho que o governador Sérgio Cabral colocou o dedo na ferida quando falou que tem que se discutir a questão do uso do solo.
 Não se pode mais permitir que, por coisas politiqueiras, se dê tijolo e cimento para uma pessoa construir uma casa numa encosta.
Ele colocou o dedo na ferida quando disse que tem que se discutir essa ocupação ilegal do solo e das encostas. E se for o caso, se tiver que remover, tem que remover" - afirmou em entrevista à rádio CBN.

ÁREAS DE RISCO E CONSTRUÇÕES DE NOVAS CASAS.(O GLOBO)


ALGUMAS VERDADES SOBRE A TRAGÉDIA DA ILHA GRANDE.


Como pode ser segura uma encosta como esta?


tijolaço.com
segunda-feira, 4 janeiro, 2010 às 22:47


Não acho correto, mesmo em nome de uma boa causa, fazer acusações injustas.

Desde 1994, está proibido na Ilha Grande o parcelamento do solo em declives de mais de 30% e qualquer edificação em declives de 45 graus ou mais.


O decreto do Governador Sérgio Cabral reduzindo as restrições à ocupação da Área de proteção Ambiental de Tamoios, que inclui a Ilha Grande, é um desastre, um absurdo e deve ser revogado. Não se justifica, ainda mais se já havia restrições mais severas antes, facilitar a ocupação da ilha. Todas as críticas ao decreto são, portanto, justas.

Mas a verdade é que não foi este decreto que permitiu a edificação da pousada soterrada pela avalanche de terra e pedras na Praia do Bananal.


O decreto é de 10 de junho deste ano e a Pousada Shankay já estava lá. Como foi o licenciamento, não sei. Justamente por isso, nos posts que fiz sobre o assunto, até agora, não fiz qualquer acusação. Basta olhar as fotos e se verá que não havia desmatamentos aparentes na encosta. Havia, sim, um aclive extremamente acentuado, e você verá, depois , a razão desta observação.


Todos estão falando nesta área de proteção. Ninguém, porém, fala como e porque ela existe.
Falo eu, então.


A lei que cria estas áreas foi assinada no primeiro governo de Leonel Brizola. É a Lei Estadual 1130, de 12 de fevereiro de 1987, sancionada por Leonel Brizola, em 12 de fevereiro de 1987. Esta lei foi regulamentada ainda por ele, ao sair do Governo, pelo decreto 9.760, de 11 de março de 1987. Naquela época, a mudança de governo ocorria a 15 de março, e não em 1° de janeiro.


No segundo Governo Brizola, já que Moreira franco não havia avançado no processo, foram definidas as normas de ocupação daquela área, através de um decreto detalhado, assinado pelo já então Governador Nilo Batista, logo depois que Brizola, num de seus últimos atos de Governo, extinguira e demolira o presídio da Ilha Grande, liberando seu potencial turístico.


O decreto, baixado logo em seguida para evitar que este potencial se realizasse de forma predatória, determinava, literalmente, a proibição de ocupação – veja bem isso :


Art. 7º – A ocupação do solo no território da APA deverá obedecer aos seguintes critérios:


I – São considerados não edificantes todas as áreas:


a) nas ilhas, acima da cota 40m;
b) com declividade superior a 45 graus ou 100%;


Além disso, não se permtia parcelamento do solo em terrenos com declividade igual ou superior a 30% ( 16 graus) ou cujas condições geológicas ou geotécnicas não aconselhem a edificação.


Desastres podem acontecer, até mesmo -embora raramente - quando são seguidas as normas técnicas. Mas elas existem há pelo menos 15 anos. O que se tem de fazer é ver se elas foram cumpridas ou não e, se não foram, quem foi o responsável por isso.
Brizola Neto.Deputado federal.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

PREFEITO FALA À REDE RECORD NO PROGRAMA "HOJE EM DIA".


Neste momento em entrevista a Rede Record, o prefeito Tuca Jordão afirmou que todas as casas que se encontrarem em área de risco serão demolidas. Disse já existir em Angra um programa habitacional em andamento para os bairros da Monsuaba, Frade e Morro da Glória I, no entanto, continua o prefeito, a cidade de Angra dos Reis não tem orçamento suficiente para a implantação de um projeto deste, sozinha.

"É preciso que parcerias com os governos do Estado e Federal sejam postas em prática".

Informou ainda que a partir dos estudos da GeoRio, deverão ser identificadas as áreas que deverão sofrer as demolições dos imóveis. Os desabrigados poderão vir a receber o aluguel social.

Os moradores que estão se recusando a abandorem os imóveis com riscos eminentes de desabamento devem assinar um termo de responsabilidade onde afirmarão estarem cientes dos riscos de perderem a própria vida. Eximindo neste caso de responsabilidade o poder público. Afirmação esta feito pelo governador Cabral.

PRAIA DO BANANAL.



A exuberância da mata atlântica. Destaque para alguns descampados no topo da encosta.

Prosseguem os resgates das vítimas. Pessoas temem retorno às áreas.

São tres mil pontos em áreas de risco, de acordo com Cabral.

Perdas são choradas por classes sociais distintas.

Parentes deverão chegar em busca de ainda desaparecidos.

No rio parentes das vítimas estão sendo atendidos por pessoal médico especializado.

Corpos das meninas Geovana e Gabrieli só serão sepultados após saida dos pais do hospital.

Cidade do Arujá em plena comoção: onze mortos e dois desaparecidos.

Deus dai-nos forças para a retomada da vida.

pdtangra12@hotmail.com

SOLIDARIEDADE.



sábado, 2 de janeiro de 2010

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

ANGRA SOERGUERÁ.

Segundo informações, o número de vítimas desta tragédia que se abate sobre nossa cidade já chega a 30 pessoas.
O clima de consternação é flagrante na cidade.
O sentimento de solidariedade que brota dos corações angrenses, é uma marca de nosso povo.

Havemos de superar mais este momento trágico. Com muita luta e disposição estaremos, como sociedade organizada,  soerguendo as estruturas familiares de dezenas de famílas abaladas neste momento.

Muito se há de fazer. O Governo Federal já sinalizou com recursos, além de estar disponibilizados os Kits necessários nestas ocasiões. Nossa capacidade de endividamento, principalmente em uma ocasião como esta, nos permite o enfrentamento necessário. Lutemos para que seja feito de forma a atender os requisitos de segurança adequados no tocante a construções em encostas. Para que se possa afastar de vez o fantasma do desabamento em Angra dos Reis.