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segunda-feira, 19 de março de 2012

O CALDEIRÃO.

A politicagem corre solta no caldeirão angrense, com certeza em outros cantos também.A discussão a respeito de uma nova APA na baía da ilha Grande, ainda que sem a presença dos atores que percebem recursos públicos para tal, pelo menos sem uma presença significativa, vem permitindo as mais altas manobras da imaginação. O secretário petista Carlos Minc, se tornou a bola da vez. De todas as formas, os amigos do rei tentam blindar o Cabral.Como se não fosse ele o chefe, o dono da porcada.Enquanto isso, o PT;o mais prejudicado na história, pois, se o secretário petista quer destruir Angra, ou pelo menos inviabilizar que a cidade se beneficie do ciclo de crescimento e desenvolvimento que advirá com a exploração do pré sal; entuba as acusações.
Nas últimas eleições, muitos jovens desempregados, mal educados(no sentido didático), votaram contra os doze anos que o PT ficou no governo sem nada fazer(o que não é vero de fato, não pelo menos em cem por cento). E, a se caminhar por esta trilha, com o consentimento petista, votarão novamente, agora contra a malfadada investida do secretário petista, que, de acordo com a divulgação situacionista, pretende inviabilizar o desenvolvimento industrial em Angra.
Ninguém em nossa cidade pode ser favorável a se destruir a baía da IG. assim como, crê este que vos escreve, que estejam contra este novo ciclo que poderá ser com certeza, um dos mais promissores para o desenvolvimento de nosso município.
Estas últimas ações demonstram claramente que não estamos nos preparando para isto.Não se tem projetos de desenvolvimento, de infra estrutura, de educação, de geração de mão de obra qualificada(por favor, não me venham com meia dúzia de vagas no dedinho do Cefet, que é o que nos restou). Não temos planejamento urbano, de trânsito, de saúde. De escolas para a nova demanda. De água tratada, enfim, estamos a reboque dos fatos, por pura incapacidade de gerenciamento. vejam as vagas que foram direcionadas a angra pelo Prominp.
A Technip é um clássico exemplo. Só veio para cá devido a existência do porto, das calmas águas de nossa baía, ainda assim, deu no que deu. Basta que se leia o relatório produzido pela PMAR, onde, o empresário entra como o salvador da cidade. Deveria ficar responsável por corrigir todas as mazelas de 500 anos. Qualquer um corre, ainda mais com o dedo de poderosos por trás.No bom sentido da expressão, é claro.
Espero que nossos representantes, calcem as sandálias da humildade e promovam um debate sério a respeito dessas e outras questões. Senão, estaremos fadados ao fracasso e decadência, em um futuro bem próximo. Angra não é o centro do estado, nem do país e muito menos do universo. Ou nos adequamos com responsabilidade e seriedade, ou seremos engolidos pela história. 
Os últimos dados demonstram que não geramos novas portas de trabalho. Quantos jovens entraram na maioridade no último ano? E que agora, pleiteiam uma vaga para produzir e poder arcar com suas despesas e construírem suas vidas? Quantos mais morrerão vítimas do despreparo, da falta de qualificação e de oportunidades? Quantas centenas entrarão para o mundo das ilicitudes?
A situação é muito mais séria do que pode imaginar nossas humildes mentes.
Enquanto isso, o chefe do caldeirão vai ficar de boa na sua praia particular.

pdtangra12@hotmail.com

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

GOVERNADOR QUER ESTUPRAR MINISTRO EM PRAÇA PÚBLICA.



Autor(es): Paulo Yafusso* e Catarina Alencastro


O Globo - 23/09/2009


CAMPO GRANDE e BRASÍLIA. O debate sobre a implantação de usinas de álcool na Bacia do Alto Paraguai em Mato Grosso do Sul levou ontem o governador André Puccinelli (PMDB) a ofender, com termos chulos, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Durante solenidade pela manhã, diante de políticos e empresários, Puccinelli xingou Minc de “veado” e disse que ele fumava maconha. As declarações repercutiram mal e, no início da tarde, Puccinelli deu entrevista pedindo desculpas, alegando que teria feito as declarações em tom de brincadeira.


A irritação começou semana passada, quando Minc anunciou que, com o zoneamento da canade-açúcar, o governo federal vai proibir o plantio de cana e a instalação de novas usinas de álcool no Pantanal e na Bacia do Alto Paraguai, em Mato Grosso do Sul. Puccinelli acha que o Ministério do Meio Ambiente está desconsiderando estudos técnicos feitos por pesquisadores e ONGs ambientalistas nos últimos dois anos. No centro das discussões estão interesses econômicos do estado — que, com o boom do etanol, é o que mais vem atraindo investidores.


— É um veado e fuma maconha — afirmou o governador de manhã, referindo-se ao ministro.


Logo em seguida, ao falar sobre a Meia Maratona Volta das Nações Pantanal, Puccinelli fez outra declaração polêmica quando perguntaram o que faria se o ministro fosse ao estado para a maratona.


— Se ele viesse, eu ia correr atrás dele e estuprar em praça pública — atacou Puccinelli.

Minc respondeu em nota oficial: “É um truculento ambiental que quer destruir o Pantanal com a plantação de cana-de-açúcar. Essa declaração revela o seu caráter”.


Depois, bem-humorado, Minc comentou as declarações: — Ele tem uma visão muito interessante sobre homossexualismo: eu é que sou veado e ele é quem quer me estuprar em praça pública. A minha surpresa é que, há dois meses, eu liguei pra ele e falei: Puccinelli, não vamos brigar, a gente tem 7 milhões de hectares de terras planas no Brasil para fazer a expansão da cana, essa história do Pantanal fere uma lei do seu estado.


À tarde, os assessores tentaram fazer com que Puccinelli apenas falasse o que constava numa nota oficial: — Quaisquer outros desdobramentos devem ser entendidos como inapropriados e, na hipótese de terem gerado ofensa ao ministro, o governador do estado de Mato Grosso do Sul apresenta seu pedido de desculpas.

É cada uma .......