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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

LUPI: "MORRO MAS NÃO JOGO A TOALHA!"

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, desembarca nesta segunda-feira em Brasília disposto a resistir no cargo. Acossado por denúncias sobre desvio de recursos e cobrança de propina nos convênios da pasta com ONGs na área de qualificação profissional, ele avisa que morre, mas não joga a toalha. Lupi se diz vítima de retaliação de empresários que sonegariam o FGTS e o INSS no pagamento de horas extras aos trabalhadores. Ele disse que botaria “as mãos e os pés” no fogo pelo ex-chefe de gabinete e amigo pessoal Marcelo Panella, que se afastou em agosto, antes de ser acusado de cobrar de 5% a 15% do valor do contrato com ONGs para restabelecer repasses suspensos por irregularidades.
A Polícia Federal investiga, só em Sergipe, o desvio de R$ 11 milhões em convênios com o Ministério do Trabalho. O que o senhor tem a dizer sobre as denúncias?
CARLOS LUPI: Quem fez a denúncia de Sergipe foi o próprio Ministério do Trabalho, que também inscreveu as fundações como inadimplentes no Siaf. Todas tiveram o pagamento interrompido. Constatamos o problema com a CGU, que é nossa parceira. Mas isso não é dito. Existe má vontade comigo, uma herança dos tempos do brizolismo. Não me dão direito de resposta.
E quanto à denúncia da revista “Veja” sobre o envolvimento de assessores seus na cobrança de propina a ONGs?
LUPI: A reportagem da “Veja” tem um vício inicial: o denunciante se esconde atrás do anonimato. Como lutei contra a ditadura, é duro assistir. As organizações citadas, Oxigênio e Instituto Êpa, não chegaram a receber o dinheiro. O ministro Garibaldi Alves, da Previdência Social, realmente me procurou para conversar sobre a Êpa. Mas expliquei a ele que não havia como liberar os repasses. Só saiu a primeira parcela, o que é normal.
O afastamento do coordenador-geral de Qualificação, Anderson Alexandre dos Santos, um dos acusados, indica que a denúncia tem consistência?
LUPI: Pedi ao Anderson, que trabalha há oito anos no Ministério, que saísse para que pudéssemos apurar as denúncias. Ele é um cara humilde. Está em depressão.
Outro citado, Marcelo Panella, seu chefe de gabinete, também saiu em agosto passado por causa das suspeitas?
LUPI: Marcelo me pedia desde o ano passado para sair. Ele tem um filho de 10 anos e pavor de viajar de avião. Está esgotado. Por ele, ponho os pés e as mãos no fogo. Nós nos conhecemos há 25 anos. Sou seu padrinho de casamento. Atendendo a seu pedido, eu o exonerei. Ele e Anderson são os mais atingidos com as denúncias. Foram jogados na lama sem direito de defesa. O Ministério do Trabalho tem 10 mil funcionários e 600 unidades descentralizadas. Pode ter erro? Pode. Falhas? Também. Mas corrupção é difícil.
Se o próprio Ministério denunciou convênios à polícia, o senhor admite que havia problemas com os recursos repassados às ONGs?
LUPI: Até dezembro de 2007, o governo não fazia chamada pública para contratações de ONGs. Até então, bastava apenas apresentar o projeto. Se aprovado, era executado pela própria organização. O pagamento saía na medida em que o serviço era prestado. Esta fórmula, que predominava até a minha chegada, causava problemas de fato. O que não pode é generalizar, como se todos fossem bandidos.
Depois que o senhor entrou, o que foi mudado?
LUPI: Quando cheguei, implantei a chamada pública. Não é concorrência oficial, mas prevê edital, pregão e escolha do menor preço. Desde o início do ano, não fazemos mais convênios com instituições sem fins lucrativos. Falta-nos pernas para fiscalizar, investigar in loco. Assim, fica difícil controlar. Os convênios, agora, são feitos com estados e municípios. A responsabilidade passou a ser deles.
O senhor disse que já agiu no caso das ONGs de Sergipe. E o caso das propinas?
LUPI: Pedi ao ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) a abertura de inquérito na Polícia Federal para investigar as denúncias da “Veja”. Ninguém pode ter a honra jogada no lixo por causa de uma denúncia anônima. Também notifiquei judicialmente o Ministério Público para que faça a sua apuração. Não sou conivente com desvios éticos. Se isso ocorrer, o que não acredito, o responsável terá de pagar. Vou fundo. Tenho 30 anos de partido e ganhei muitos inimigos.
O senhor pretende deixar o Ministério do Trabalho?
LUPI: Estou no vespeiro. Vou nesta luta até o fim. Descarto totalmente a renúncia. Morro, mas não jogo a toalha. Alguns nascem para se acovardar. Outros, para lutar. É o meu caso. Topo a luta. Vou até o fim.
Contra quem o senhor luta?
LUPI: Por trás das denúncias, há o dedo daqueles que ficaram insatisfeitos com a implantação do ponto eletrônico no país. Constatei que existia uma fraude no descontrole da frequência dos trabalhadores. Muitas empresas pagam a hora extra, mas não recolhem FGTS e INSS. Com o ponto, o ministério passa a enfrentar essa sonegação. Mexi com poderosos inimigos. Atirei no que vi e acertei no que não vi. Agora, esses caras me escolheram para derrubar.
O Globo

pdtangra12@hotmail.com

sábado, 5 de novembro de 2011

NA SEQUÊNCIA.

carlos_lupi_min
Mais um Ministério do Governo Dilma será alvo de investigação por denúncias de irregularidades. Desta vez, é o Ministério do Trabalho, comandado pelo  pedetista Carlos Lupi.
A sequência de denúncias, cada vez mais mostram o único e exclusivo intento de desestabilizar o Governo Federal.
Cabe aqui a ressalva de que este Blog em momento algum tem  a intenção de compactuar com ilícitos praticados contra o erário. Pelo contrário. O desejo é o de que a corrupção não mais sangre nossas divisas , para que, assim, possamos ter cada vez mais, um país menos injustos, reduzindo as desigualdades e combatendo a miséria extrema. Ofertando uma Educação séria e de qualidade, um atendimento em Saúde humanizado, sem hemorragias em suas receitas.
O que de certa forma causa espanto, é que de uma hora para outra se descobriu esquemas em tudo que é canto. Fica a impressão de que os ministros do Governo tomaram, digamos assim, um tipo qualquer de chá e se perverteram às ilicitudes, em bloco.
Em uma página da Veja, é possível ver tamanha a vontade de direcionar à presidenta, a culpa.
Isso não é bom para a democracia, nem tampouco para a paz social. A corrupção deve sim ser combatida.No entanto é necessário que as ferramentas para tal ato, sejam legais e usadas dentro dos parâmetros restritos da lei, que regem a harmonia da vida social de uma nação.
Cabe lembrar, que não é o primeiro ataque sofrido pelo Ministério do Trabalho. 
Por outro lado, a presidenta tem se mostrado firme frente às denúncias. O que deve estar deixando inquietos e aborrecidos aqueles que sem pudor, buscam a todo custo desestabilizar seu Governo e, consequentemente, colocar o País em uma difícil situação. As respostas do Governo fazem exatamente o contrário do que desejam a turma dos 11%. A presidenta está afastando exemplarmente os envolvidos, buscando fazê-lo de forma sem precipitações, lhes dando oportunidade de explicações e defesa. Ao mesmo tempo em que vai limpando a casa.

NOTA DO MINISTÉRIO.
O Ministério do Trabalho, mais particularmente o ministro Carlos Lupi, tem sido alvo nos últimos dias de ataques sem fundamento de pessoas que querem desastibilizar o governo Dilma.
A Revista Veja tem publicado denúncias sem fundamento que poderiam estar acontecendo no MTE.
Hoje (05), o ministério falou pela primeira vez sobre o caso.
NOTA OFICIAL DO MTE
- O Ministério do Trabalho e Emprego, através desta nota, informa que todas as denúncias publicadas neste sábado pela Revista Veja serão apuradas através de uma sindicância interna, que contará com o auxílio dos órgãos de controle externo, além da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, assim como determinou o Ministro Carlos Lupi;
- Que o colaborador Anderson Alexandre dos Santos, citado na reportagem, será imediatamente afastado de suas funções até que sejam apuradas todas as denúncias da qual é acusado;
- O Ministério do Trabalho e Emprego também informa que as denúncias, sem comprovação, devem respeitar o princípio do amplo direito de defesa das pessoas ali citadas, evitando assim qualquer prejuízo à imagem da instituição e de seus funcionários;
- Por último, o Ministério do Trabalho e Emprego também garante que não compactua com nenhum tipo de desvio de recursos públicos.
Ministério do Trabalho e Emprego

pdtangra12@hotmail.com